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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Presença

A presença é sublime
A pratica, arbitraria
A ausência da mesma, vazia
A presença é um não desligável

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

5 Citações de Friedrich Nietzsche



"O medo é o pai da moralidade."

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar."

"O homem que vê mal vê sempre menos do que aquilo que há para ver; o homem que ouve mal ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir."

"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno."


terça-feira, 20 de novembro de 2012


DA SUBVERÇÃO CINEMATOGRÁFICA Á EMOÇÃO, PASSANDO PELA ESTÉTICA E POLITICA.

“European cinema is famously regarded as being
dominated by auteurs; directors with the status of artists and
authors who aim to reflect their own visions and concerns in the
films they make disregarding their commercial destination. 1
But more importantly and challenging was the formation of a solid European film identity, one of subversion, which some might argue, has gradually been lost to the Hollywood mainstream rules. I disagree.
This type of subversion comes from the filmmakers reflection of cinema as an art form (it’s role, responsibility, capability, slanguage, etc.) and everything surrounding it.”

Guilherme Oliveira
Essay - Subversion Cinema. London 2012

1 Wood, M. (2007). Contemporary European Cinema. London: Bloomsbury. 24.

“Para mim, arte é estética - e não me custa incluir nela a ética - mas tenho enorme dificuldade em conjugar arte com política, talvez porque considere que a política é inestética. Por instinto, desconfio dos que usam a arte para fazer política. Acho que eles não se julgam suficientemente artistas. Velasquez revelou-nos que o rei era um cretino e o papa era cruel. Mas não o fez com objectivo político. Descreve-os assim porque era assim que ele os via. E, de facto, o primeiro era idiota e o segundo, embora papa, agia como temido chefe de polícia.”

Luis Soares de Oliveira
Cascais 2012


Estes dois excertos foram retirados, primeiramente de um ótimo trabalho universitário do meu Filho sobre a subversão no cinema Europeu, e de uma resposta do meu Pai, ao mesmo por email. Duas diferentes gerações que me ajudaram a esclarecer aquilo que sempre senti e nunca me dei ao trabalho de exprimir.
Por não ser ativamente politico, embora interessado, sempre separei inocentemente, a forma artística da forma politica, não por achar que não se devem misturar, mas porque só desejo ser confrontado com a arte que me faz sentir e questionar emocionalmente, deixando a critica e a luta para outra parte da minha pessoa, não a arte. pois como o meu Pai diz, arte é estética e eu concordo, Não sendo artisticamente subversivo, dou a minha admiração a quem o é. Sendo politicamente subversivo, e não tendo ainda sido exposto a uma forma politico-econômica que me convença, abraço a ideia anarco-taoísta.
"Há uma coisa como deixar a humanidade sozinha; nunca houve tal coisa como governar a humanidade [com sucesso],"
Chuang Tzu, chinês do SEC. IV A.C.
Utopia?
Talvez. Acabo voltando sempre á supremacia e obediência da estética.
Obrigado Pai e Filho

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AS VIAGENS

Antes seja afastado do que já alcansei que o seja daquilo para que vou.
A posse é um declinio

Antes um pássaro a voar que dois na mão. Dois pássaros na mão são o que já não falta. Um pássaro a voar, é ir com os olhos a voar com ele, ir sobre os montes, sobre os rios, sobre os mares, dar a volta ao mundo e continuar, é ter um motivo de viver - é não ter chegado ainda.

Antonio Madeira

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


Poeta de óculos novos.

De volta ao Rio, fui ver se a estatua do Drummond tinha os óculos ou se já tinham sido burlados novamente. Lindos e incoerentes lá estavam eles, novinhos, pela 8ªvez. Fiquei feliz de ver que por minha ausencia as autoridades cariocas resolver colocar uma camera de vigilancia.
agora ele fica sempre com um olhar protetor, visto que não consigo eternamente estar de plantão como o sheriff da visão do Poeta.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u672314.shtml

Já agora;

A TODOS DESEJO

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crónica de Ruben Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TvTer uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade




sábado, 15 de agosto de 2009

Assuntos de Deus 3

ELEMENTAR

Uma ideia do conhecimento, de Deus e suas instituições

 

Todo nosso conhecimento é condicionado logo, limitado.

De forma alguma podemos arrogar tudo saber, logo, estúpidos.

Temos é de rever a cada instante, a extensão desse mesmo limite

Logo, activamente conscientes.

 

A ideia de que o conhecimento é imutável e finito, é pequeno e humano

No nosso entender, tudo é verdade até prova em contrario.

Qualquer ciência nunca é hermetica. Nem o absoluto o deve ser, questiono eu.

O absoluto, é a ideia de Deus.

Religião, é senão o canal pelo qual o homem tenta explicar ao seu igual, que pertencemos a este absoluto e de que nada adianta correr por conta própria.

Dado sermos tão limitados, necessário se fez, a criação de alegorias para que se explicasse de forma ilustrada o conceito superior do absoluto.

Pobre daqueles que não entenderam o rudimentar e se deixaram limitar tanto com preceitos morais como guia de suas vidas

Pobre daqueles que só viram o controle e o poder e criaram as instituições divinas


Cascais, Agosto de 2009


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Niilismo

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