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terça-feira, 18 de outubro de 2022

 RELIGION


Can you imagine a society where people would be encouraged to when in early school, learn throughout one year ten different religions and then choose one.

Probably after that year they would come back and say that they are all very similar, talking of the same values and messages but through different codes and language, reflecting mostly from where they are coming from.

You would understand that religion is actually local culture.  

Every region has its understanding of how society and their members should behave and religion was the way to make it functional. The connection to a divine is the most important one and mostly all say the same, with different symbology. The important message is that there is a common energy that connects us all, beings and all nature, univerasaly, and that we have to respect, celebrate and try to understand it

So if you look carefully, one is born in a society that has its values in civil and cosmic understanding and it-passes through education this values, to the new comer. Its a natural order to build a environment that everybody around you behaves in a common way. Actually belonging to one creed, in the enormous majority, is because you where brought up in a certain society, not a natural choice.

Humans need a sense of identification with there neighbours for comfort and protection. You will be very unhappy or excluded if you go around every day questioning the social rules of your local society, so if the law is so called divine, you will end up obeying without questioning making a more peaceful neighbourhood.

No god tell's anything to anybody about what to drink or eat, or what to dress. That is Man determined rules.

God is a concept of the universal force.


Believing in the concept of God is embracing the idea that there is a cosmic natural chaotic force that made and explains everything, and that we are part of it.

Believing in a religion, is believing the above, even if through different words, and accepting that your behaviour as a social being is dictated by man who wrote the religion and there rules.


17.October.2022

On a train from Istanbul to Konya

segunda-feira, 11 de abril de 2022

 O CAMINHO


O caminho de ida, aventura, o caminho de volta, segurança

Segurança leva.nos à dimensão da confiança e aventura a adrenalinas de sobrevivência

Para pensar e preciso estar quieto

Para sentir é preciso acionar a surpresa

Andar sempre pelo caminho conhecido traz conforto. e isso pode levar a que a mente esteja bloqueada para novos caminhos

Pena se para além do conforto físico sensorial também ficamos no conforto de pouco pensar.


Cascais Abril de 2022

terça-feira, 22 de junho de 2021

 Character Driven vs Plot Driven


Pus me a pensar, mediante a enorme maioria dos projectos a que estou ligado na ficção audiovisual, o  porque dessa maioria das histórias não terem a cultura de personagens fora do normal e de ser a narrativa convencional do cotidiano a forma primordial de contar histórias.

Sou assumidamente um fâ de histórias que narram um personagem completamente fora do normal, tipicamente diferente do comum dos normais, que justifique ser mostrado ao publico pela sua excentricidade ou maneira peculiar de ver o mundo.

Entendo que há espaço para ambos, a narrativa do cotidiano, onde as pessoas se revem ou ambicionam se rever nas personagens e este tipo que mais me atrai, aquilo a que os anglo saxoes chamam de “Character Driven”

É mais complexo que isso, pois a teoria à volta de escrita de histórias divide um guião em duas formas, o Character Driven e o Plot Driven. Podem e devem se misturar, mas a essência é diferente, um narra factos onde os personagens até podem ser alterados, e o outro narra a odisseia de um personagem, onde os factos podem ser alterados.

A conclusão a que eu cheguei, é que é muito mais simples e directo de assimilar e de identificar-se com uma história à volta de factos (e quanto mais mundanos, melhor) do que a mais complexa luta e procura do entendimento de si de um só personagem e seus conflitos.

Ponho me a indagar se é uma característica cultural do cinema português, de ser mais corriqueiro e menos invasor.

Sei que existem histórias e já fiz filmes onde se mostra personagens “fora do baralho” (O Barão, A Confissão de Lucio…), mas escritas de raiz, não adaptados da literatura, de pouco me lembro.


Cascais 2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

 Ideia partilhada com a Academia de Cinema


No actual panorama de produção, tanto português como internacional, o formato das séries tem vindo a crescer a um ritmo acelerado, pondo a maioria das produtoras e cineastas que fazem cinema, a desbravar e abraçar as séries, onde, quanto a mim, que fiz três nos últimos dois anos, não distingo, tanto a metodologia de produção como o possível conteúdo, de uma tradicional longa metragem, para além do tempo da peça final e da exposição de ser projectado em sala de cinema ou na nossa sala.

O nosso trabalho, de guião, produção, construção de personagens, representação, realização, arte, som, fotografia, etc. é o mesmo, senão maior. O conteúdo cinemático não se deve limitar a numero de minutos nem por onde será vinculado.

Acredito que mais cedo do que se imagina, os prémios internacionais, tanto de festivais quanto de outras academias, serão divididos em dois formatos, historias com até duas horas e histórias com mais de duas horas, e as premiações passarão a ser indiferentes à escolha de onde foi projectado.

Os Emmys tem a categoria que eu acho perfeita para o nosso panorama; Limited Series, Movies  Existe antes disto a distinção entre TV Series Single Camara e TV Series Multi Camara, que distingue o formato de produção entre elas, e o meu ponto, para nossa discussão, é que o conceito das TV Series Single Camara são Cinema, com mais minutos.

Outra possível vantagem deste alargamento, para além de mostrar o extraordinário trabalho de actores, realizadores e outros que se perdem em não reconhecimento, é de evitar que a academia se afunile em um só formato de produção.

O Cinema vive uma revolução de formato e exposição onde me parece que não devemos nos limitar a uma só mentalidade. 

Uma ideia para conversarmos.


Fevereiro de 2021


 Meu segundo prémio dado pela AIP e ganho pela serie A Espia.  Este prémio é sempre mais agradável pois é dado pelos meus pares, o que o torna quanto a mim, mais credível.

Copio aqui o texto que pus no Facebook;

"Obrigado à AIP pela iniciativa e por continuar a promover o trabalho dos Directores de Fotografia tanto em Portugal como pelo mundo fora. Não posso deixar de agradecer ao Hugo Azevedo aip que fotografou a 2nd Unit e que trouxe o seu talento para fazer desta dura produção um sucesso. À equipa de câmera que tanto me apoiaram; Miguel Robalo, David Vasquez, Silvia Diogo, aos camaradas/chefes; José Manuel e Carlos Santos, a directora de arte, Elia Rocas e à produção da Ukbar que não se conteve em investir tudo em frente da lente e claro, ao Jorge Paixão da Costa pela oportunidade."

domingo, 7 de fevereiro de 2021

 Talvez a melhor explicação sobre o que é arte e o que é ser artista


Statement to Simone Tery – Pablo Picasso

What do you think an artist is? An imbecile who, if he is a painter, has only eyes, if he’s a musician has only ears, if he’s a poet has a lyre in each chamber of his heart, or even, if he’s a boxer, just muscles? On the contrary, he is at the same time a political being, constantly alert to the heart-rending, stirring or pleasant events of the world, taking his own complexion from them. How would it be possible to dissociate yourself from other men; by virtue of what ivory nonchalance should you distance yourself from the life which they so abundantly bring before you? No, painting is not made to decorate apartments. It is an instrument for offensive and defensive war against the enemy.

It was originally published in Les Lettres Franceses, V, no. 48, Paris, 24 March 1945. Simone Tery was a french journalist.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A diferença entre assumir a câmera e sua estética como um personagem do filme ...  ou não.

 (Tema quanto a mim um tanto ou quanto ultrapassado)

Existe uma corrente de cineastas que defendem que o publico de um filme deve ser imune á percepção da existência de um meio de captação e que qualquer outra maneira só é distractiva de toda a narrativa,
Já eu, acredito que no cinema o uso de artefactos como posições de câmara, escolha de lentes, iluminação e até como se corta de plano para plano, são ferramentas artificiais usadas para deliberadamente contar a história e criar emoções e que esse trabalho que irá ditar uma estética, (não uma distração) é mais um personagem do filme, que diferente dos outros representantes, existe para embrulhar e dar uma personalidade visual à historia.
A ação de um qualquer filme de ficção, já por si é uma encenação, feita e projectada para a assistência que inevitavelmente passa por uma lente e câmara, em substituição de uma sala de teatro onde existe a relação palco (cena) e espectador (POV).
Quando vemos uma peça de ficção no teatro estamos 100% cientes de que se trata de uma encenação, e não deve ser diferente no cinema. Aliás, a função da encenação é trazer de forma representativa, ideias e emoções para que o espectador se embrulhe na narrativa. 
No cinema tudo isso vem em forma de fotografia
Qualquer espectador que vá ao cinema, sabe que tudo é encenado para ele, sendo a grande diferença, que passou a ser muito fácil levar o espectador para dentro da cena, através de posicionamentos de câmara que ultrapassam a linha do palco, já por si uma adulteração da ideia de uma fronteira espectador/cena.
Não discuto se nos dias que correm haja gente que não saiba que qualquer filme foi feito com uma câmara, acho irrelevante, pois para quem o sabe, no minuto que começa a projeção do mesmo, espera-se que esse tópico fique adormecido no consciente e que a pessoa se embrenhe na narrativa sem ser distraída, mas simplificar a isso, como no pensamento inicial deste ensaio, e delegar à câmara de ser só um instrumento para o observador, me parece muito redutor, pois o papel da câmara na narrativa tem de ser assumido, ou então vamos fazer teatro.
Gosto de tratar a câmara como mais um personagem, o personagem invisível, aquele que tem uma personalidade própria e adequada à historia e que também ele, como os actores em cena, tem a missão de contar uma história e de criar emoções 


Berlim Setembro e Cascais Dezembro de 2019